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Quanto

do (meu) canto
quanto
de-sen-canto
pranto
a saudade
canto
a vontade
desejo
voraz-azul
é o céu que desaba

Canto. . .

Eu

Do (meu) canto

Canto

Des-en-canto

Que é a tragédia de viver

imerso, num sonho bom!?

No qual vivemos morrendo

A cada instante. . .

Desabando para descambar de novo

E de onde nunca sairemos

Com vida.

Imaginação

Eu preciso acreditar que há alguém lá!
Preciso acreditar que existe um outro lado
Um lugar para que Eu possa (re) encontra-la
UM lugar onde poderemos ser felizes
Esse não pode ser o Mundo Real
Onde está o Mundo Real?
Não é possível
Não
É
Possível
Tudo tão rápido
O tempo está passando
Cada vez mais rápido tudo
Se vai para nunca mais voltar
Eu preciso crer que há alguém lá!
Preciso acreditar que existe um outro lado
Um lugar para que Eu possa (re) encontra-la
!
Onde é que está? O mundo real
Preciso encontrar o mundo real
Não
pode
ser!
Aqui...
Um motivo
Preciso encontrar
Um motivo para viver
Para que Eu me mantenha vivo
Tenho minha vida em minhas mãos
E sinto que estou deixando-a escapar
(diluir)
Entre
Meus
Dedos
Ante
Meus
Olhos
Eu
Preciso acreditar que Alguém montou a base onde ergue-se minha
vida: Alguém que seja perfeito e que tenha feito uma base perfeita
para que ela Não venha a se romper. Para que minha vida não
desabe em cima mim Novamente! Preciso acreditar que minha vida
não pertence a mim Que há alguém que faz o que bem entende com ela
Alguém bom. . .
Que reconheça meus atos bons
Que me entenda
Que me julgue especial
Eu
Preciso
De
Alguém!
Alguém
Que veja que o que faço é de bom grado
Alguém
Que aponte minhas qualidades
E não apenas meus defeitos
Alguém
Que me ajude
Com meus vícios
Que não me massacre pela minha ingenuidade
Que faça de mim uma eternidade
Minha vida...
Preciso acreditar que tem alguém regendo minha vida
Eu preciso!
Preciso acreditar que nem tudo está perdido
Que a luz no fim do túnel não é um trem
vindo em minha direção
Preciso acreditar que não estou fodido
Que Eu não estou correndo na direção de um abismo!
E que mesmo se Eu estiver
Que haja alguém para me segurar
Quando Eu desabar
Eu preciso acreditar
Deixe-me acreditar
Que irei (re) encontra-la em algum lugar
E que nós seremos felizes
Para sempre!
Felizes
Eu
E
Ela
Para Sempre
Tem que haver um lugar
Um lugar onde Eu possa ama-la
Um lugar onde não exista preconceito
Um lugar onde tudo possa ser perfeito
ME DEIXE!
Me deixe fechar os olhos
Eu não quero ver!
Esse não pode ser o mundo real
Me deixe em meu mundo particular
Onde Eu possa Ser o que quiser
Onde Eu possa me realizar
Deixe Eu me enganar
Me deixe
Pensar que agarrado em minha bóia furada em forma de patinho amarelinho não irei me afogar
Me deixe!
Me
Deixe!
Em
paz

Professores de ética

São Paulo, quarta-feira, 27 de maio de 2009

TENDÊNCIAS/DEBATES

FREI BETTO

A corrupção decorre da falta de caráter. Esta se manifesta, de modo especial, quando a pessoa se vê investida de uma função de poder; O melhor do Brasil é o brasileiro, não necessariamente nossos congressistas.

É TAUTOLÓGICO falar em falta de ética no Congresso Nacional. Os escândalos se sucedem, do deputado que está “se lixando” para a opinião pública aos funcionários do Senado que, a exemplo de notórios senadores, ostentam um padrão de vida muito superior a seus vencimentos e à renda declarada.
Felizmente, há exceções. Lástima que a indignação e o protesto de congressistas íntegros tenham pouca ressonância nas ruas. Em geral, noticiam-se a farra de passagens aéreas, os castelos mirabolantes, as mansões paradisíacas. Poucos tomam conhecimento da coerência de congressistas incorruptíveis.
A corrupção decorre da falta de caráter. Esta se manifesta, de modo especial, quando a pessoa se vê investida de uma função de poder, do prefeito que se apropria dos recursos da merenda escolar a congressistas que se julgam no direito de pagar, com dinheiro público, o salário de sua empregada doméstica.
Como dar um basta em tanta maracutaia? Difícil. O ser humano padece de duas limitações insuperáveis: defeito de fabricação e prazo de validade. É o que a Bíblia chama de “pecado original”. Sempre haverá homens e mulheres desprovidos de caráter, de princípios éticos, dispostos a não perder a primeira oportunidade de enriquecimento ilícito. A solução é criar, via profunda reforma política, instituições que inibam os corruptos e mecanismos de controle popular. Em suma, tornar a nossa democracia, meramente delegativa, mais representativa e, sobretudo, participativa.
Enquanto isso não acontece, sugiro que convidem, para ministrar um curso de ética no Congresso Nacional, Suas Excelências José Gomes da Costa, Rodrigo Botelho, Francisco Basílio Cavalcanti, Clélia Machado, Sebastião Breta e Fagner Tamborim.
Francisco Basílio Cavalcante, faxineiro do aeroporto de Brasília, pai de cinco filhos, ganha salário mínimo. No dia 10 de março de 2004, encontrou uma bolsa de couro no banheiro do aeroporto. Dentro, US$ 10 mil. Se fosse juntar o salário que ganhava, sem gastar um só centavo, levaria (à época) mais de sete anos para obter igual soma. Francisco declarou: “Tem que ser assim. O que não é nosso precisa ser devolvido. Não pode trazer felicidade”.
Clélia Machado, 29, é auxiliar de serviços gerais e faz bico como manicure. Sozinha, cria duas filhas, uma de sete anos, outra de nove. Sua renda mensal não chega a R$ 550. Todos os dias ela faz a faxina do banheiro do posto da Polícia Rodoviária Federal em Seberi (RS). A 11 de março de 2008, encontrou, junto à privada, um pé de meia enrolado em papel higiênico. Dentro, US$ 6.715. Clélia entregou os dólares aos policiais.
Entrevistada, disse: “Bem que podia ser meu de verdade. Mas já que não me pertencia, devolvi. Era o certo a fazer”. O gari Sebastião Breta, 43, da Prefeitura de Cariacica (ES), devolveu os R$ 12.366 mil que achou num malote no lixo. O nome do homem que fora roubado estava gravado numa etiqueta. Sebastião ganha salário mínimo.
Indagado se pensou em ficar com o dinheiro, disse: “Nunca. Desde a primeira vez que vi, sabia que devia devolver. Quando não consigo pagar as minhas contas, fico doido, pensava o tempo todo como estaria o dono do dinheiro, imaginava que ele também não podia pagar suas contas porque tinha perdido tudo. Eu e minha mulher não conseguiríamos dormir à noite. Acho esquisito pegar o que não é da gente”.
Fagner Tamborim, 17 anos, entregador de jornais na cidade de Pirajuí, a 398 km de São Paulo, ganha R$ 90 por mês. Enquanto pedalava sua bicicleta, encontrou na rua um malote com R$ 6 mil. Devolveu-o ao dono. “Vi que tinha muito dinheiro e cheques. Levei pra minha mãe, que ligou para o banco.”
O melhor do Brasil é o brasileiro, não necessariamente nossos congressistas.
José Gomes da Costa é gari da Prefeitura de São Paulo. Ganha R$ 600 por mês. Vinte e seis vezes menos que um deputado federal. Com esse salário, sustenta a si e três filhos. Dia 18 de maio último, ao varrer a rua, encontrou um cheque no valor de R$ 2.514,95. José precisaria trabalhar quatro meses, sem nenhuma despesa, para acumular essa quantia. Procurou uma agência do banco e devolveu o cheque. Motivo: vergonha na cara.
Gari, Rodrigo Botelho encontrou, em 26 de maio do ano passado, durante campeonato mundial de tênis de mesa, no Rio, mochila com R$ 3 mil em dinheiro. Viu o nome do dono nos documentos, chamou-o pelo microfone e devolveu. Rodrigo é normal, tem caráter.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor, em parceria com Verissimo, Cristovam Buarque e outros, de “O Desafio Ético”, entre outras obras. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

A Faculdade de São Bento juntamente com o Instituto jacques Maritain do Brasil Convidam para o proxímo Café Filosófico. O primeiro foi um sucesso de público. Mais de 50 pessoas lotaram o Café Girondino no último dia 27 de Abril, para refletir o mestre interior em Santo Agostinho.

Tema: A Dignidade da Pessoa.

Convidado: Prof. Dr. Francisco Catão (Faculdade de Filosofia e Teologia de São Bento).

O Café Filosófico acontecerá na Segunda – Feira, 1 de Junho de 2009, no Café Girondino, Largo de São Bento, das 17:00h às 19:00h.

CONFIRMAR PRESENÇA:

maritain@maritain.org.brou priscilapozzoli@gmail.com

fonte: Biblioteca da Faculdade de São Bento

O desembarque

O desembarque

Desci
Na estação
Tudo está tão diferente…

NadA!

É como antes

Tudo

Sempre nunca é como antes – tudo muda, para que tudo continue como estava.

Os amigos, a família. Ex-namoradas

Tudo deixado para trás

Para sempre…

A despedia dói

Os amigos – tão queridos – a família…

Ex-namoradas – tão amadas e desejadas…

Todos!

Perdidos para sempre.

Para sempre…

Outra vida? Outro mudo? Outro plano?

Nada será como antes.

A dor de quem fica – só o tempo ameniza. [?]

A angustia de quem se vai, para nuUuUunca mais voltar

Nunca mais…

O tempo passa. A vida passa.

Até uva-passa!

As pessoas entram e saem de nossas vidas.

A todo momento

Tudo muda

Ora muito rápido

Ora, de vagar!

Tudo se (es)vai

Algumas voltam

Outras se perdem

Na ida ou na volta

O que é pior?

A despedida? Ou a espera de alguém quem nunca irá chegar [voltar]?

A estação, o chão, o céu, as pessoas… Tudo é – ao mesmo tempo – tão parecido e tão diferente de tudo aquilo que já vi.

O que aconteceu?

Será que me perdi?

Eu quero voltar

Que horas são?

Oras… O que está havendo?

Será um sonho?

Um pesadelo?

Quem Eu era? Quem Eu fui? Quem sou eu?

Tudo está tão diferente. Nada nunca foi (tão) igual.

Tudo e todos estão tão próximos e – ao mesmo tempo – tão distantes. Os amigos, a família, ex-namoradas. Posso – a todo momento – estar com todos eles.

E ao mesmo tempo com nenhum. Posso tocar – será que realmente os toco?

Posso falar – será que eles estão me ouvindo?

Estou dormindo? É minha imaginação?

O que está acontecendo porra?

É o fim

O ultimo suspiro, o ultimo abraço, o ultimo beijo…

A despedida

A dor de quem fica

Só a morte vai apagar

A agonia em vão de quem vai

Coração (gelado!) – 04/01/05

Mas vem cá – vocês estão vendo alguma crise, rapazes!? Pois eu não! Onde está essa tal crise que não estou vendo!? Se houver algo semelhante a isso é culpa da mulher! AHaha É! Mulher que é cheia dessas coisas e acaba transmitindo para nós – homens. Mulher é que muda de humor em segundos e tal; todo mês a mulher tem a tal da TPM e tudo.

É isso memo – pro diabo!! Eu não to em crise! Quem disse que estou em crise? Nunca tive crise! AHUAHAHA

Tudo culpa das mulheres – mas daí dizer que nós, HOMENS, estamos em crise – principalmente os contemporâneos!? Ah, vagina! nem pêEeEEenis nisso! AHUaHUAH. Os homens modernos tudo bem – já são passado, estão lá nos livros de história. Mas os contemporâneos vão muito bem obrigado. Os pós-modernos (sabe lá Deus o que significa isso) estarão melhores ainda (afinal de contas farei parte deles – ou já faço parte deles? Ah, sei lá, essas nomenclaturas me deixam confuso – aposto que foi uma mulher que inventou!).

;)

Os homens estão tão bem que nem irei! Eu não! As mulheres é que precisam ir! Daí elas vão perceber que são culpadas pelo que acontece com os homens. Ah é!? Tá duvidando? Então va lá! Tope com um alcoolatra na rua – pergunta pra ele de  de quem é a cula! AHUAH – aposto que irá dizer que é de uma mulher!

Não percam!

Não percam!

Ademais – para eu não me alongarm muito: vide Pandora, Eva, Helena, as sereisa – tudo mulher, só desgraça! AHUahAHAHa

A Livraria Sobrado convida para a palestra “A Crise da Masculinidade Contemporânea”, ministrada por Francisco Maciel Silveira Filho.

Evento gratuito.
Confirmar presença pelo telefone: (11)5052.3540. Vagas limitadas.

Sobre a palestra:
Propor uma discussão relacionada à crise da masculinidade nos faz aventar, necessariamente, à hipótese da existência de uma crise, defendendo a idéia de que esta existe motivada por uma série de fatores que a desencadearam. E tamanha foi a violência e a amplitude do abismo de confusão e falta de identificações vivenciado por homens de diferentes gerações e culturas, que os tentáculos dessa crise se espalharam para além do ambiente dos consultórios, chegando aos bancos das Academias, que, de forma tardia, passaram a direcionar seus estudos para as questões masculinas, ampliando um universo de pesquisas cujo escopo tinha sido majoritariamente, até então, voltado às questões femininas, analisadas sob a óptica feminista.
O desconforto diante de mulheres cada vez mais complexas e diversas dos papéis com os quais se acostumaram a lidar cotidianamente, reforçou um medo masculino que passou a se traduzir em sinais incontestes de angústias, stress e indefinições insuportáveis. O tão famigerado medo da perda de posições e privilégios escancarou uma crise cujas raízes já estavam plantadas, mas cujas entranhas mantinham-se, até então, sob uma superfície de aparente conforto e contentamento. Pura ilusão.
É este novo homem, sua trajetória de erros e acertos, e suas possibilidades de futuro, que nos propomos a discutir neste encontro, sem que esqueçamos que uma nova identidade não eclode sem a co-participação de todos aqueles nos quais nos reconhecemos e configuramos.

Sobre a dinâmica:
Venham contribuir, com toda a sua experiência, tijolo a tijolo, com a construção de um homem que clama pela reinvenção. Esta empreitada está em nossas mãos. Surpresa!

Sobre o palestrante:
Francisco Maciel Silveira Filho é psicólogo clínico, com consultório na Vila Mariana, mestre pela USP e professor da Universidade Mackenzie com ampla experiência em relações de gênero (diferenças entre o universo masculino e feminino) e sexualidade humana.

Para mais informações, acesse o nosso site.
“Livraria Sobrado – Sempre um programa agradável !!”
Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo Tel. (11) 5052-3540

Chama

Chama

E
Cheia de vida
Foi
Decidida
Enquanto eu fiquei
Morrendo . . .
[Repleto]
De saudades

Chama que não se apagou completamente

Enquanto a foto…
Amarela!
A Lua, brilha, toda cheia de si
Os olhos
Tristes
Através da janela
Vêem o belo(?) horizonte
Sem ti
A saudade (des)vela
A vontade
Que chama
A lágrima e por sua vez (re)vela a dor.
E, nova-mente, que chama…
Ardente mesmo
Que queima
E outra vez, vela
Que iluminava o percurso
Apagou
De repente…
re-ve-la(?)
Chama o passado à tona
E ascende o quase apagado
Resfriado, mais exacto!
Há aspectos que não mudam
Não param de gritar na minha cabeça – não mudam…
Não mudam, de lugar – não silencia
Resvala
A mente – mente
Muitas vezes
Chama…
Que não se apaga (completamente)
Chama, que não se apagou
Completamente
Chama
Que reascende
Novamente
(me)Chama…

Coração Gelado

Tenho um coração. Sei que tenho um coração – eu sinto que tenho um coração… Um coração – gelado! AHUaHAHa

Eros e Civilização

Texto das próximas aulas da Rachel – usaremos, em princípio, os capítulos 2 e 3 (se não me engano). Mas o arquivo é o livro completo ;) HIhiHIHIH

Herbert Marcuse – Eros e Civilização – Clique e seja feliX

Prefere baixar direto? Fácil: clique no link (acima) com o botão direito do mouse, e ao abrir o menu clique em “salvar destino como” (ou algo parecido) e escolha o local ;)

Para os colegas, parcos de intelecto (como eu…), os quais estão sentindo dificuldade em resenhar o livro do nosso caro (dai a) Cesar Ribas Cezar (o que é de Cesar) “Conhecimento Abstrativo em Duns Scoto”, há uma alternativa (parece uma piada mas não é): resenhar certo capítulo de um texto em inglês – bomzinhu o padre, não? AHUAHA. É… a caridade cristã…

Po,  não sei ler nem brasileiro, imagine americano!?

Ah, mas vá! é uma alternativa oras – que democrático, não?

E como sou um ser muito caridoso – “basta” baixar o arquivo. Está em formato PDF. Ah, você mnão tem Acrobat Reader? Bom, daí ferrou. Ah, quer saber?  não sou tão bomzinho assim – não colocarei o link para baixar o Acrobat.

Clique ali para baixar – Cambridge Companion to Duns Scotus

É para resenhar o artigo 6  (Duns Scotus on Natural Theology, ou para os leigos: Duns Scotos a respeito da Teologia Natural). Página 193

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