- Olá querida!!! – dando um selinho na boca dela – Nossa, você demorou!
- É que fui ao banco – respondeu constrangida.
- Banco!? ué… pensei que você viria direto para cá, ademais, o banco não fecha as 16 horas?
- É que eu vi uma conta que vencia hoje. Oh, pra você ver como tivemos sorte: cheguei no banco poucos minutos antes de barrarem a etrada!!!
- Nossa… e bota sorte nisso. – falou coçando a cabeça. Então se aproximou dela, olhou em seus olhos, que por sua vez desviou o olhar, e a beijou com firmeza.
- Uau… está com um perfume difente. Está fraco mas dá para sentir.
- Diferente!? Bom… é que… Ah, não sei – nem me lembro se passei perfume – vai ver é meu cheiro corporal.
Disse mudando o tom, como se tivesse “encarnado uma paersonagem”, e encarou-o com convicção.
- Bom… conheço muito bem seu cheiro corporal, minha lindinha e… posso afirmar que não é esse. Seu penteado também está difente.
- Hehe, é que não me arrumei muito bem, saí de casa apressada – só joguei o cabelo para trás…
- Mas ficou bom, ficou sexy!!
- Você é tão fofo… Sempre nota qualquer mudança em mim!!
- Para você ver. E você estava com pressa mesmo: esqueceu até a aliança.
Ela ficou um tanto quanto sem jeito, segurou o dedo anelar da mão esquerda e pensativa ficou alizando-o até que disse:
- Sim… Me esqueci…
- Ah, relaxa – disse ele sorrindo e segurando-a firme pela cintura: eu estou morrendo de saudade e de vontade de ti.
Ela sorriu num misto de rubor e prazer dizendo:
- Ah, mas nós nos vimos antes de ontem!!!
- Ué, qual o problema!? Não posso ter vontade de ti?
- Bom… pode, né? Mas sabe, é engraçado…
- O que é engraçado?
- Você, quero dizer, o modo como você me olha. Você olha nos meus olhos com vivacidade. E às vezes me olha – com desejo – como se quisesse me devorar.
- Como agora, por exemplo!
- É!! por exemplo!
- Como! Como agora… hEhEe
- Ai, seu bobo – falou com um acanhamento-sem-vergonha, dando um tapinha no seu braço. Ele, então, apertou forte sua cintura contra a dele e – guiando-a até que comprimisse os glutios dela na borda da escrivaninha – a beijou, de tal forma, que por um momento parecia que sugaria sua alma, que por sua vez estremeceu – ao sentir o volume – ficando com o corpo mole.
Minutos depois eles estavam sem roupa; rolando na cama – sem remorso, com muito prazer – como se nada (de mais) tivesse acontcendo. Ela se sentindo desejada – segurando o grito de prazer; porque, de fato, ele a faz sentir-se mulher: a pega com vontade, e com certa violência – que por sinal ela adora. E com isso ele se sente viril – “homem de verdade”.
Em meio aos suspiros e sussurros voluptuosos, mal se ouvia uma melodia romãntico-melancólica ao fundo, que tocava – sozinha, ignorada, esquecida, até que:
- Ai meu Deus! Meu noivo!
- :O
Ela se levanta num pulo, avoada – nua – desorientada mesmo – dos pés à cabeça. Ainda sentindo tesão, ofegante de prazer – mal sabe onde está – com a respiração pesada e o cabelo amassado; se alguém perguntasse seu nome teria dito: “ãh!? Quem?”. Enquanto ele… brochou – na hora! – mas não tenha dúvidas! Sua boca secou nissin miojamente. E não é para menos: foram pegos no flgra, não têm como fingir; não tem como desacontecer o acontecido – acabou!?
Ela caminhou – tripidante – na direção do celular, que tristemente tocava a música (de fossa, por sinal – escolhida pelo noivo!). Ela segurou o celular. O rapaz, afundou no colção – suado – “ puta foda! não acredito, ela vai atender!” pensou desesperado.
Ela respirou fundo – calmamente – fechando os olhos delicadamente – seus olhos abriram (oblícuos, como os da Capitu); e como que por um milagre, deu um sorrizo seguro e atendeu:
- Olá Amor – disse com empolgação [amor!? Que asco!]
- Oi – respondeu o noivo secamente, e completou: liguei na sua casa, ninguém atendeu. Então liguei no celular, tocou até cair na secretária (sic).
- Ah, me desculpe, querido, o celular estava na bolsa, eu não ouvi.
- Onde você está?
- Estou no Shoppping. [que mentira descarada, como ela conseguiu dizer isso?]
- No shoOoOopping!? – indagou surpreso. Não é para menos, ela nem gosta de ir ao shopping e continuou: mas você nem gosta muito de shopping! [não disse? Ela tem o aspécto de ser rápida e prática, não fica andando à toa por aí.]
- Ah! é que decidi dar uma voltinha com umas amigas. – Pera aí, agora ela pegou pesado, ela não tem amigas para isso.
- Amigas!? queue amigas!? – indagou levantando a voz [ele já sentiu a chifrada...]
- Ah, amor, você não conhece. [Dã! claro que não, elas não existem!!!]
- Tudo bem, eu vou te pegar no shopping – aposto que ele nem sabe por que disse aquilo. Aposto que o fez porque ficou sem saber o que dizer. Afinal de contas, ele sabe que ela irá negar – do contrário, a mentira cairia por terra. E outra, mesmo de carro, demoraria uns 40 minutos para chegar ali – ele sabe disso.
- Não benzinho, não precisa, é melhor você descansar. [Não precisa!? essa é boa... descansar? Oh Senhor!!]. Mesmo porque, temos muito o que fofocar.
- Hehe, vocês só fofocam, hein!? – respondeu conciliador. Ué, ele não estava bravo há pouco, o que aconteceu? Será que foi o ‘benzinho’? Talvez o “descansar”…
- É… fofocar de vez em quando é bom, não? HeHe
- Certo, então bom passeio para vocês – te amo. [Oh parvo!]
- Obrigado, amor, também te amo – muito! [perdoai senhor, pois ela não sabe o que diz...]
- Ufa, que susto! – exclamou colocando o celular na mesa voltando para a cama.
Ele estava no ninho de amor, digo, de volúpia, em pose de revista G magazine – de lado, com o cotovelo esquerdo no colção, e a mão segurando a cabeça. Ela sentou em pose de sereia.
- Ah, ficou com medo dele? [nossa, que vaca!] – questionou arqueando o busto, com um sorrizo superior – e que busto…
- o.O como assim medo!? Não ué.
- Oh, sei… – disse colocando-se de frente para ele, imitando sua posição.
- Hei, não fiquei com medo (dele), po. E outra: eu sou magro mas meu osso é pesado, tá?
- HaHaha, você é muito engraçado (divertido).
- Bom, minha mãe sempre diz: “sê alguém na vida, meu filho”. Bom, ao menos sou alguma coisa, não? Hehe [Isso, parabéns – és um amante – sua mãe deve estar muuuuuito feliz]
- Relaxa bobo, você é o dobro dele.
Ele sorriu fazendo pose – invuluntáriamente – ficou com um aspécto idiota por alguns segundos. Então deslizou as costas do dendo indicador, delicadamente, na pele macia do rosto dela, que por sua vez fechou os olhos se deliciando.
- Onde etávamos, mesmo? – disse olhando nos olhos dele, com um jeitinho de “me devora” – não acredito, será que eles vão recomeçar?]
- Você eu não sei, mas eu estava no céu – você me deixa louco.
- Ai, seu bobo… – disse corando – e completou: é você que me deixa louca, tenho que me segurar pra não gritar.
- Hehe! ah, que segurar o que – grita ué, se solta!
- Hei, sua vó está na sala, vai que ela ouve – e minha cara?
- Seu rostinho!? Ah, ele é lindo! E minha vó? TsSs, ela tá meio surdinha, tadinha – juru!
Disse deslizando a mão pela coxa dela, que instantaneamente arrepiou – já estava ficando excitada.
– Quero entrar fundo em você – falou intensificando as caricias no glútio dela, que ao ouvir aquelas palavras sussurou entreabrindo os lábios. Ele aproximou seu rosto ao dela, cheirou sua bochecha, depois deslizou seu nariz através da pele pêssego-maduro até à orelha e falou:
- Sabe o que eu queria!? Hhehe, eu queria … [e disse algo baixinho]. – Ela deu um sorriso safado, fingindo surpresa, e respondeu:
- Ai que safado!! Nem com ele eu faço isso! – disse.
- Ah… vale uma exceção, não? Vai dizer que você nunca fez?
- Que ousado, hein? Já fiz mas… não sei…
- Oh, Não sabe!? Que lindinha… Envão vem cá, vem pra mim, vem!!!
O corpo dela amoleceu – e ficou mais quente –, a respiração ficou ainda mais pesada… Sim, eles continuarão – como podem? Ele traindo seu gênero, ela seu noivo… Não sentem remorso?