O desembarque
Desci
Na estação
Tudo está tão diferente…
NadA!
É como antes
Tudo
Sempre nunca é como antes – tudo muda, para que tudo continue como estava.
Os amigos, a família. Ex-namoradas
Tudo deixado para trás
Para sempre…
A despedia dói
Os amigos – tão queridos – a família…
Ex-namoradas – tão amadas e desejadas…
Todos!
Perdidos para sempre.
Para sempre…
Outra vida? Outro mudo? Outro plano?
Nada será como antes.
A dor de quem fica – só o tempo ameniza. [?]
A angustia de quem se vai, para nuUuUunca mais voltar
Nunca mais…
O tempo passa. A vida passa.
Até uva-passa!
As pessoas entram e saem de nossas vidas.
A todo momento
Tudo muda
Ora muito rápido
Ora, de vagar!
Tudo se (es)vai
Algumas voltam
Outras se perdem
Na ida ou na volta
O que é pior?
A despedida? Ou a espera de alguém quem nunca irá chegar [voltar]?
A estação, o chão, o céu, as pessoas… Tudo é – ao mesmo tempo – tão parecido e tão diferente de tudo aquilo que já vi.
O que aconteceu?
Será que me perdi?
Eu quero voltar
Que horas são?
Oras… O que está havendo?
Será um sonho?
Um pesadelo?
Quem Eu era? Quem Eu fui? Quem sou eu?
Tudo está tão diferente. Nada nunca foi (tão) igual.
Tudo e todos estão tão próximos e – ao mesmo tempo – tão distantes. Os amigos, a família, ex-namoradas. Posso – a todo momento – estar com todos eles.
E ao mesmo tempo com nenhum. Posso tocar – será que realmente os toco?
Posso falar – será que eles estão me ouvindo?
Estou dormindo? É minha imaginação?
O que está acontecendo porra?
É o fim
O ultimo suspiro, o ultimo abraço, o ultimo beijo…
A despedida
A dor de quem fica
Só a morte vai apagar
A agonia em vão de quem vai
Coração (gelado!) – 04/01/05
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