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Arquivo da categoria ‘Contos’

 
Missa do Galo1
NUNCA PUDE entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. A casa [...]

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A Parasita Azul, de Machado de Assis1
 
CAPÍTULO I
VOLTA AO BRASIL

Há cerca de dezesseis anos, desembarcaram no Rio de Janeiro, vindo da Europa, o Sr. Camilo
Seabra, goiano de nascimento, que ali fora estudar medicina e voltava agora com o diploma na
algibeira e umas saudade no coração. Voltava de uma ausência de oito anos, tendo visto e [...]

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PAI CONTRA MÃE1
A ESCRAVIDÃO levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-deflandres. A [...]

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Uma árvore de Natal e um casamento (Conto)
Dostoievski
Um dia destes, vi um casamento… mas não, prefiro falar-vos de uma árvore de Natal. Achei o casamento bem bonito, mas a árvore de Natal me agradou mais. Nem sei como, olhando para o casamento, me lembrei da árvore. Eis como o caso se passou.
Há cerca de cinco [...]

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Domingo, 29 de Junho de 2008
”Seus contos estão entre os melhores”
Ubiratan Brasil
Meu primeiro contato com Machado de Assis se deu com os contos de Histórias da Meia-noite. O primeiro que li foi A Parasita Azul. Ainda bem que comecei pelos contos, aos doze ou treze anos é difícil, senão impossível, encarar um [...]

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A Igreja do Diabo, de Machado de Assis
A IGREJA DO DIABO
Capítulo I
De uma idéia mirífica
Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem [...]

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É engraçado como, muitas vezes, a pessoa tem a oportunidade de ficar em silêncio – mas mesmo assim se mete a falar algo – e se esquece do concelho do Depeche Mode: “enjoy the silence”, que seria algo como “aprecie” (ou para os jovens: curta) “o silêncio”. E, como se não bastasse, para dar um [...]

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Olá querida!!! – dando um selinho na boca dela – Nossa, você demorou!

*

É que fui ao banco – respondeu constrangida.
*

Banco!? ué… pensei que você viria direto para cá, ademais, o banco não fecha as 16 horas?
*

É que eu vi uma conta que vencia hoje. Oh, pra você ver como tivemos sorte: cheguei no banco poucos minutos antes de barrarem a etrada!!!
*

Nossa… e bota sorte nisso. – falou coçando a cabeça. Então se aproximou dela, olhou em seus olhos, que por sua vez desviou o olhar, e a beijou com firmeza.
*

Uau… está com um perfume difente. Está fraco mas dá para sentir.

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