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Você está na maior expectativa em relação às Reformas que uma vez aprovadas vão aquecer o mercado financeiro? Então não fique na ilusão! Confira como a “lei da oferta e da procura” te auxiliará a entender as garantias trazidas pela ‘modernização’ das leis trabalhistas.

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Quem gosta de ter uma suposta presidANTA como representante? Quem gosta do direito (obrigatório) de voto? Ora, por qual motivo exigir o exercício do seu direito de voto, se você pode abrir mão disso e deixar que o congresso, os rentistas ou a lei do mercado escolha o seu representante no seu lugar? Isso é o que determinada estirpe da mídia repercutia: “não é preciso uma nova eleição, magina! A solução é simples, rápida e flexível: abra mão do seu direito de escolher; abra mão das suas garantias! Basta deixar a gente derrubar, de maneira não democrática, a presidANTA que tudo melhora”.

Ora que melhora!!! A realidade é que o desemprego está perto dos 14%. Atualmente os mesmos políticos, bancos e a ‘grande mídia’ querem te botar mais fés: “se você, trabalhador, abdicar dos seus direitos, garantias e aposentadoria, tudo vai melhorar, sorria! Haverá mais emprego e seu salário vai ser maior”. Isso é uma mentira!? Não! Veja bem, isso não é uma mentira. É uma expectativa. Querem que você tenha fé, que você confie neles! Estão dizendo que você tem apenas uma chance e um único caminho de melhorar de a sua vida. Que isso só vai acontecer quando você abrir mão dos seus direitos previdenciários, se aposentar somente aos 65 anos, e renunciar garantias trabalhistas como férias remuneradas e 13º salário. Portanto, se você confiar neles, você perde direitos, mas ganha a expectativa de que o desemprego vai diminuir e além disso você vai ganhar mais dinheiro – parece um sonho, que felicidade!

Apesar do êxtase que essa grande esperança traz, vamos parar para pensar. Vamos deixar a Reforma da Previdência de lado (PEC 287), porque está claro que o objetivo é duplo: que as pessoas não consigam se aposentar, e que os bancos ganhem dinheiro dos pobres com a previdência privada. Assim, vamos pensar somente no caso da reforma trabalhista. Porque ela, inclusive, vai causar grande rotatividade no emprego e contribuir para que as pessoas não consigam se aposentar.

Pensemos com base na realidade, com base em fatos. É um fato que o desemprego atualmente é muito grande e tende a piorar. Existe ainda um outro fato, que é a lei do mercado, da qual o mercado de trabalho depende, segundo ela: quanto maior a oferta, menor a procura, isto é, quanto maior o desemprego, menor é o salário. Existe também o novo Projeto de lei da reforma trabalhista (PL nº 6.787, de 2016) que visa retirar diversas garantias, ou seja, com a “reforma trabalhista” o trabalhador tem a garantia de menos garantias, e a garantia de menos dinheiro, porque a escolha das férias remuneradas e do 13º vai depender do contrato elaborado por uma empresa, que por sinal está submetida às leis do mercado. Assim, há por um lado um empregador com seus interesses e o mercado com suas leis, e por outro a expectativa, a esperança, do trabalhador (desempregado) de ganhar mais e de não perder o emprego para conseguir se aposentar. Com isso, por um lado temos a expectativa, o sonho, a promessa, e por outro somente a realidade.

A realidade, como temos visto, é que se esse PL for aprovado, as novas contratações serão feitas no contexto atual de alto desemprego. Com isso, por conta da lei da oferta e da procura, quando for contratado certamente terá o salário mais baixo do que o emprego anterior. Mas além disso, o PL permite que o empregador te contrate na condição de trabalhar durante 12horas por dia, sem direito a férias remuneradas nem 13º. Essa é a realidade.

Com o PL, dizem, as demissões e contratações serão mais flexíveis, e você pode negociar as condições de trabalho. Então vamos refletir. Como é que você vai conseguir negociar se na fila lá fora tem mais de 5mil desempregados com filhos para sustentar, financiamentos e aluguel para pagar? Qual argumento você vai utilizar? Há milhares de pessoas que vão dar graças a Deus por qualquer humilhação.

Se você já tem emprego poderá ficar tranquilo? Então vamos pensar melhor. Uma das leis do mercado é: comprar barato para vender caro. Ora, a nova lei trabalhista proporciona uma nova tendência de mercado de trabalho. Que é a mão de obra mais barata. Então o seu patrão terá que entrar na nova tendência e contratar a mão de obra mais barata. Caso contrário, ele corre o risco de ser engolido pelo mercado. Entretanto, comparado com os funcionários contratados pela nova lei, você é muito caro. Isso é ruim para a empresa. Caso você não seja demitido, você realmente acredita que, quando seu contrato acabar, seu novo contrato será na antiga lei? Se tiver sorte será (re)contratado pela mesma empresa na lei recente para trabalhar mais e, como vimos, ganhar menos e sem direitos.

O abatimento da folha de pagamento garante a redução do desemprego? Ora, vamos considerar uma outra lei de mercado: quanto menor o custo maior o lucro. Não podemos esquecer que o funcionário é custo! Vamos supor que a lei foi aprovada. Considerando que empregado é custo e que a empresa tem 4 trabalhadores sob a antiga legislação. Então este empresário está em maus lençóis, porque ele tem muito mais custo do que os empregadores que adotaram a nova lei. O que esse empresário será forçado a fazer? Demitir os funcionários caros e contratar os baratos. Portanto, o desemprego tende a aumentar, e como já vimos, quanto maior o desemprego, menor é o salário.

Será que o barateamento da contratação garante que o empresário vai contratar mais? Ora, se a empesa tinha 4 funcionários e isso para ela era o suficiente, faz sentido contratar mais? Mas, tem outro fato. A nova lei permite jornadas de 12 horas, além disso, não se esqueça que funcionário é custo. Ora, se o empresário tinha 4 trabalhadores com jornadas de 8 horas, por que ele vai manter 4 funcionários, se ele pode contratar 3 ou 2 que vão trabalhar 12 horas rezando para não perder o emprego?

Assim, considerando as realidades mencionadas, estão te prometendo uma expectativa ou uma ilusão? Como vimos, portanto, o mercado tem leis que independem da beatitude do empresário bonzinho que gera empregos. Note bem, o objetivo primário de uma empresa é o lucro, é o que ela precisa para sobreviver, a mão de obra é um meio, e quando mais barata ela for melhor será para a empresa que está submetida às leis do mercado. Leis que, como vimos, estimulam o desemprego que por sua vez incentiva a diminuição do salário. A CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), por outro lado, foi feita por volta de 1945 para equilibrar as coisas. Para que o trabalhador não ficasse tão à mercê das leis do mercado. Atualmente a CLT não é mais essencialmente igual à de 1945, porque já passou por diversas modificações. No entanto, a atual “modernização” da legislação trabalhista traz quais garantias ao trabalhador? A única garantia que ela traz é a ausência de qualquer garantia exceto a expectativa. Ou seja, querem trocar as suas garantidas por expectativas, por sonhos, que como vimos, são ilusórios. Nesse sentido, a suposta “modernização” é um verdadeiro retrocesso.

Mas afinal de contas, quem se beneficiaria com tudo isso, o trabalhador ou o empresário? Ora, nenhum dos dois! Quem ganha são os bancos, e as empresas que vivem de exportação. Porque as pessoas ganhando menos, consequentemente comprarão menos. Por conseguinte, as empresas que vivem do mercado interno se não sucumbirem, ficarão com a corda no pescoço. Os bancos, por outro lado, ganharão muito dinheiro porque os empresários à beira do enforcamento vão fazer empréstimos para equilibrar as contas; grande parte dos trabalhadores ficarão condenados a viver de empréstimos e do famoso “pagamento mínimo da fatura”. As empresas que vivem de exportação, por outro lado, ficarão bem porque elas pagarão pouco para seus trabalhadores em Reais, mas ganharão em Dollar ao venderem o produto para o exterior.

Sendo assim, devemos ficar atentos. Porque os mesmos que pediram para você confiar que, por meio de um Golpe Parlamentar, o seu país iria melhorar; esses mesmos querem que você acredite que, ao trocar suas garantias por uma ilusão, a sua vida será uma benção. É um acontecimento histórico, nós, os brasileiros, ficaremos eternamente conhecidos pelo povo que tirou do poder uma presidente eleita que não cometeu crime de irresponsabilidade, para colocar no poder um interino que cometeu diversos crimes, inclusive de irresponsabilidade. Um interino que apoiou, incentivou e aprovou os piores retrocessos jamais imaginados.

Ou você vota na “esquerda”; ou se anula e favorece a Ultra Direita – não tem saída, sinto muito!

Ora, a direita está toda (re)unida. Levou consigo até mesmo pessoas que se diziam de esquerda. Vide os artistas fanfarrões, Eduardo Jorge a Marina Silva. Como se não bastasse, o Bolsonaro conseguiu uma vaga no Rj – como o mais votado!!! E o filho dele(?) em São Paulo, o Feliciano se reelegeu. Até mesmo o Alckmin se reelegeu, embora ele tenha transformado São Paulo na tragédia que está!

Se o PT não é de esquerda de verdade (como dizem), o PSDB de “centro-esquerda” que não é.

Não seja um zero à esquerda. Não se anule.

“Aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro”

Ocaso medicamentoso

Ocaso medicamentoso

 

Doa a quem doar

Redivivo mais um dia bilioso.

 

Por Zeus, acuda-me do tédio!

Remédio!

Anseia não sentir-se oprimido?

Comprimido!
Conjecturar me refuta o futuro

Penso logo desisto, e agora?

E o porvir já não me atina

Calma, não apavora

Isso tudo tem cura, magina…:

Cloridrato de fluoxetina 😉

Eça é uma boa!!!!

 

Inibe a recaptação de serotonina

Alentando-a pela corrente sanguínea.

 

Ora, que melhora, depois da verotina

Porém, a libido já não se me tem.

Ah! Bupropiona funciona muito bem

Ai de mim! – o estômago que agora reclama

Omeoprazol para isso; é bacana!

Atópico

Do que (nem mesmo) o tempo cura

Tudo perdeu-se – a cor

Haja esperança!!! ainda que tardia

Mesmo vã

Que tudo se passe no dia

De amanhã

E aco(r)de mais forte

Vá!

Num golpe de sorte

Porque alento não há

Contra tamanha dor

Dor pesada – dura – de doer

A indelével amargura

Contra a qual o tempo nada pode

Não cura

Somente flua

Apenas dura, tempo, o suficiente

Para que tiremos a incurável

Dolorida

Do centro de nossas vidas

Yurodiv Kremniya Dikiy

Afinal, a Ciência Explica ou Descreve?

Profa. Ms. Thaís Cyrino de Mello Forato e Prof. Dr. Maurício Pietrocola

 Texto na íntegra: clique aqui

(Este artigo é parte de um trabalho mais amplo apresentado no V ENPEC, Bauru, dezembro de 2005)

 

Resumo: Um debate filosófico que se intensificou no início do século XX questionou a capacidade da ciência em fornecer explicações. Desde então, filósofos da ciência, cientistas e educadores têm contribuído para essa reflexão. Algumas propostas configuram-se em torno da modelização de teorias como recurso explicativo utilizado pela ciência, mas o sucesso de uma explicação, principalmente no ensino de ciências, parece estar vinculado à sua capacidade de satisfazer o interlocutor. Auxiliando na tarefa de fornecer explicações, recursos como episódios da história da ciência e a introdução de entes inobserváveis para a construção de teorias e modelos têm se mostrado eficientes.

 Palavras-chave: explicação científica, sentimento de entendimento, modelização, história da ciência e entes inobserváveis.

O desejo de compreender situações, fatos, relações ou fenômenos inquietou os homens em todas as épocas de nossa história, e levou cada civilização a construir e sistematizar seu próprio corpo de conhecimentos. Mitos, filosofia, ciência e religião são formas elaboradas da invenção humana que, dentre outras coisas, pretendem produzir entendimento sobre o mundo. Mais especificamente no caso da ciência, geralmente considera-se que uma de suas principais funções seria fornecer explicações para os fenômenos naturais. Mas, em que medida as explicações científicas podem levar a uma resposta considerada satisfatória? Que requisitos uma explicação científica deve apresentar para fornecer um sentimento de entendimento em um dado interlocutor?

O direito, o Estado, a norma1

O Direito e o Estado – as duas faces da mesma moeda: a norma.

Contato: victorf.p.moreira@gmail.com

O texto a seguir tem como objetivo sustentar que a coincidência entre Estado e Direito é dupla: tanto na forma, no sentido de estrutura/organização; quanto no conteúdo, no sentido de objetivo/finalidade. A ideia para o artigo surgiu durante a leitura de uma critica de Châtelet desferida a Hans Kelsen – em relação a isso, não tomamos qualquer posição, afinal, esta questão não é nosso objetivo2.

Na interpretação que Châtelet faz de Hans Kelsen, uma vez que a sociedade sugere que não se deve matar, o papel da norma jurídica3 não é a de enunciar a obrigação de não cometer tal ato. A função dela é, simplesmente, a de ordenar ao juiz que este inflija uma sanção ao criminoso. E do mesmo modo que ‘sanção não é distinta da obrigação’, ‘o Direito não é dissociado do Estado’, muito pelo contrário, neste sentido ele é o Direito.

A primeira coincidência, se dá no objetivo/função. Porque, por um lado, o Direito é ‘uma ordem que tem como função regulamentar o emprego da força nas relações entre os homens”, por outro lado, “uma só e mesma comunidade social não pode ser constituída por duas ordens diferentes”. Ou seja, de acordo com o raciocínio de Kelsen, no fundo, o Direito e o Estado possuem a mesa ordem. Assim, temos a coincidência entre o Estado e o Direito no que diz respeito ao conteúdo, função.

O fato do objeto da ciência do direito, como afirma Kelsen, ser as normas jurídicas – isso pressupõe que o Direito seja um sistema de normas. Nesse sentido, portanto, o Direito é uma pirâmide de normas. O Estado, por seu turno, é composto por uma série de graus jurídicos, isto é, a ordem estatal tambémtem uma estrutura piramidal. Temos aqui, então, a segunda coincidências entre o Estado e o Direito. Reforçando a ideia: com o objetivo de deixar claro as afirmações de que “O Estado não criou o Direito” e “[o Estado] não está submetido a ele”, cabe reproduzir a analogia que Kelsen faz entre questões da relação entre o Estado-Direito, Deus-mundo. Kelsen afirma que no fundo Deus é a “personificação da natureza concebida como um sistema de leis”.

Ou seja, ao equiparar Deus com o Estado, e o Direito com a Natureza (ou vice e versa), temos que tanto um quanto o outro é um sistema de leis, que visa regulamentar as forças (acontecimentos, interesses) – portanto, é como se houvesse duas faces de uma mesma moeda Continuar Lendo »

Que projeto é este e do que estamos falando?

Falamos da PEC 99/2011 que “dispõe sobre a capacidade postulatória das Associações Religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal”.

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Dizus Kraist!

Oh, Senhor: afaste de nós esse cáli-ce! não vos deixeis cair em tentação – e livrai-nos do mal – AMÉM! AHUauhaHaHAHA