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Archive for the ‘Ética’ Category

Do Usp Online, artigo completo no link

‘A pesquisa (de mestrado) de Angelina tinha por objetivo perceber como as mulheres que sofrem violência pelo parceiro íntimo usam os recursos de âmbito municipal (como os postos de saúde e delegacia da mulher) [… ] as mulheres agredidas pelo parceiro não são protegidas pelas redes sociais e de apoio como gostariam, recebendo cuidados referentes à sua integridade física, mas não recebendo abordagem em saúde mental’

A tese de mestrado de Angelina, tem como título: Violência doméstica sob o olhar das mulheres atendidas em um instituto médico legal: as possibilidades e os limites de enfrentamento da violência vivenciada

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Santa crueldade. – Um homem dirigiu-se a um santo, tendo nas mãos uma criança recém-nascida. “Que devo fazer com esta criança?”, perguntou ele, “ela é miserável, deformada e não tem vida bastante para morrer.” “Mate-a”, gritou o santo com voz terrível, “mate-a e segure-a nos braços por três dias e três noites, afim de criar em si mesmo uma lembrança: – desse modo você não gerará novamente um filho quando não for tempo de fazê-lo.” – Ouvindo isso, o homem partiu decepcionado; e muitos censuraram o santo por haver aconselhado uma crueldade, pois aconselhara matar a criança. “mas não é mais cruel deixá-la viver?”, exclamou o santo.

Nietzsche – Gaia Ciência, Parte II, 76

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A exposição aborda todas as questões que envolvem o funcionamento cerebral, dos neurônios à química, dos sonhos ao desenvolvimento da linguagem, da depressão à doença de Alzheimer e ajuda a desmistificar o órgão mais essencial do nosso corpo.

O quê: EXPOSIÇÃO CÉREBRO – O mundo dentro da sua cabeça

Onde: Porão das Artes – Prédio da Bienal

quando: De 07/08/2009 até 26/10/2009. Das 9h às 21h (entrada até 20h)

quanto: Ingresso: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia)

mais informações: no sítio clicando aqui, como, por exemplo, os dias nos quais abre (acho que de sexta a domingo) aos domingos e feriados os horários de início e término são diferentes.

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A Faculdade de São Bento juntamente com o Instituto jacques Maritain do Brasil Convidam para o proxímo Café Filosófico. O primeiro foi um sucesso de público. Mais de 50 pessoas lotaram o Café Girondino no último dia 27 de Abril, para refletir o mestre interior em Santo Agostinho.

Tema: A Dignidade da Pessoa.

Convidado: Prof. Dr. Francisco Catão (Faculdade de Filosofia e Teologia de São Bento).

O Café Filosófico acontecerá na Segunda – Feira, 1 de Junho de 2009, no Café Girondino, Largo de São Bento, das 17:00h às 19:00h.

CONFIRMAR PRESENÇA:

maritain@maritain.org.brou priscilapozzoli@gmail.com

fonte: Biblioteca da Faculdade de São Bento

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Carta a Aedo

A Arte de Ser (uma Sombra)

Sua vida é uma singularidade – acerca-se de virtudes ascéticas e dela serve-se para fins particulares. Virtudes essas – que passam longe de serem verniz moral, ou meios para alcançar uma (confortável vida) pós-morte – são sim as consequências da (sua) filosofia, a qual subjuga os instintos, em prol da conquista do pensamento – do pensamento!

Assim, trajando um disfarce – humildade, pobreza, castidade – ele é, vem verdade, um Grande Vivente, e converte seu corpo num templo – visando uma causa: demasiadamente orgulhosa, rica, e sensual. Vive em função das causas e dos efeitos – tem como ponto de partida uma certa produção (produtividade), tal que passa longe da produção em massa, de reproduzir opressão, difundir o medo – e na contramão dos comuns, não parte da necessidade, muito menos vive em função dos meios e dos fins.

Daí (ad)vem a consequente solidão desse humano (demasiadamente humano), o qual por não encontrar (na)morada – acaba por  “não servir para nada”. Mesmo porque, seu único poder – o pensamento –  aos fins do Estado transcendente; não sendo, por conseguinte, seu alcoviteiro – torna-se inimigo iminente.

(sobre)Vivente, à deriva, sem eira nem beira; tramita (d)entre as esferas (sociais) sem nenhuma pertencer – sem lugar. Está hora aqui, hora acolá – ora, e agora, onde é que ele está?  Em Silentium – na madrugada –  a suplantar-se.

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> Texto (completamente, diga-se de passagem) baseado na introdução do livro Espinoza e os signos, de Deleuze.

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“Ele escreve sobre algo em que não acredita”, disse Tolstói; “este paraíso na terra, que Dostoiévski não define de outra forma, será ele Cristão?” – indaga Pierre Pascal                          

Ao se ler hoje a obra de um grande autor, vem imediato a pergunta do quanto dela ficou, o quanto permanece válida em nossos dias que se vêem continuamente desapossados de tantos dos valores do passado. De Fiódor Dostoievski (1821-1881), fica o estilo mais que atual, pois, como se sabe, não apenas escrevia de forma muito ágil – inicialmente para se manter dentro dos prazos dos editores, pois dependia dos adiantamentos para sobreviver, e depois por hábito – mas, uma vez esboçados, ele costumava ditar seus textos que, muitas vezes, nem pareciam revisados. Além disso, tal como Tchekhov, em alguns de seus contos, ele mimava a maneira de se expressar característica de cada personagem. O tradutor de Os irmãos Karamázov, Paulo Bezerra (veja mais sobre o tradutor aqui), comentou as suas dificuldades com a fala do irmão ilegítimo Smerdiákov, cheia de artimanhas, de modo que o resultado era uma linguagem muito viva, e o é agora, felizmente, sem aquela homogeneização a que era submetida via traduções indiretas. Fica a engenhosidade dos romances: neste, o último, iniciado dois anos antes da morte do autor, ele conseguiu reunir todas as vertentes de sua arte. "É um romance policial psicológico, como Crime e castigo; é, quanto a Dmítri, a história de um idealista mal julgado, como O idiota; é, quanto a Ivan, o romance dos intelectuais ateus, como Os demônios; é, quanto a Aliocha, a história da formação de um (homem) novo, como O adolescente" (Otto Maria Carpeaux , prefácio à edição da Ediouro, com tradução de Natália Nunes e Oscar Mendes).

"Permanece a inteligência da urdidura, a universalidade dos temas, o gigantesco das personagens" (Joseph Frank, O manto do profeta – Edusp 2008), mas permanece também a pergunta, por sinal reforçada por Freud em Dostoiévski e o parricídio, de 1928: "Como é que o primeiro Dostoiévski, o de Gente pobre, exaltado pelo crítico populista Bielínski e condenado à morte (depois comutada) pelo czar por seu socialismo utópico (a crença num mundo melhor, nessa terra), se transforma no último Dostoiévski, submisso a esse mesmo czar, amigo do seu temível conselheiro K. P. Pobedonóstsev, invocando a fé não apenas nos valores morais cristãos, mas nos seus pressupostos sobrenaturais, como os proclamados por Aliocha na última página do romance "a única coisa que podia dar um sustentáculo seguro?". A resposta de Freud, que não vamos comentar aqui e que implica sado-masoquismo e sentimento de culpa, é – como a grande maioria das suas grandes respostas – brilhante, apesar dos pequenos deslizes que o tempo revelou (não há certeza de que tenham sido os servos revoltados a matar o pai de Dostoiévski, como não era o abutre, mas sim o milhafre, a ave simbólica de Uma lembrança infantil de Leonardo da Vinci).

A resposta que dá o contemporâneo e, num certo sentido, rival, Lev Tolstói, (sete anos mais jovem que Dostoiévski, mas que morreu 29 anos mais tarde), ao escritor Maksím Gorki que o visita, já ancião, na Criméia (3 Russos- Martins-Martins Fontes, 2006) é seca e contundente: "Ele escreve sobre algo em que não acredita".
Já Otto Maria Carpeaux propõe uma interpretação (aristotelicamente) dialética: "O romance Os irmãos Karamázov passa-se em dois níveis diferentes. Embaixo, a Rússia dos Karamázov, envolvida nas névoas da paixão sexual desenfreada, das bebedeiras e orgias, do crime mascarado e da justiça cega, das filosofias subversivas e das visões satânicas; o diabo aparece em pessoa para conversar com Ivan, que, por sua vez, dirige a mão do parricida. Em cima, o convento, luminoso como um reflexo de glória celeste. Essa dicotomia representa a visão dostoievskiana do futuro: o cristianismo salvará a Rússia (não o da Igreja de Roma, porém); e a Rússia fará o cristianismo vencer no mundo. Eis a mensagem de Dostoiévski, que ele lança contra a mensagem escondida na filosofia de Ivan e de todos os Ivans que esperam que a revolução salvará a Rússia e que a Rússia salvará o mundo. Pelo seu romance, afirma Dostoiévski que a primeira tese, a sua, é evangélica e que a outra é satânica. Mas não escapa à inteligência insubornável do escritor o fato de que as duas teses são, no fundo, idênticas: basta trocar um substantivo para transformar uma na outra". Outros críticos e filósofos chegaram a uma descoberta próxima. Em Dostoiévski e a consciência cristã, hoje (1971), Pierre Pascal pergunta: "Mas este paraíso na terra, que Dostoiévski não define de outra forma, será ele cristão?”

Os autores que trataram dessa noção em Dostoiévski vêem nela uma sobrevivência do antigo entusiasmo dele pelo "socialismo utópico". Bem, dentro da polifonia dos romances dostoievskianos, a fala que mais impressiona o leitor, no livro, é a do "herético" Ivan Karamazóv, embora – quem sabe – a fala do autor se escondesse atrás das palavras do puro Aliocha. Aí, como provou Bakhtin, está a revolução literária do autor Dostoievski – não é a voz dele a que necessariamente se impõe. Ivan das torturas infligidas às crianças, Ivan que recusa o bilhete desse mundo de Deus, Ivan que compõe A lenda do grande inquisidor. Ainda mais paradoxal, as sementes de trigo da epígrafe produziram fruto sim, mas curiosamente, no sentido oposto ao que Dostoiévski esperava. O "nosso pobre povo" quer o Milagre, o Mistério e a Autoridade em que se apoiar, enquanto o deus Capitalismo – o que o narrador execrava na figura do velho pai hedonista, Fiódor Pávlovitch Karamázov – continua regendo os destinos do mundo, até sua utópica derrocada.

Aurora F. Bernardini é professora de pós-graduação em Literatura Russa da USP

Por: Aurora Bernardini

Fonte: Revista Cult

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Presidente negro o ca**lho, Obama é mulatto po**a. Barack Obama é apenas ‘metade negro’ – diz KKK

Filho de americana branca, presidente ‘não cresceu num ambiente negro’, afirma Tommas Robb, diretor da organização racista

Os Kus não querem aceitar – nem à forca – que um negro tenha vencido as eleições. Esse pessoal da América do norte é engraçado, eles adoram tentar provar o ‘improvável’: outro dia tentaram provar que tortura não é tortura, quando questionados sobre os maus tratos em relação aos iraquianos presos. Fizeram de tudo para provar que a China não estava liderando no ranque medalhas nas olimpíadas – era até engraçado: sempre foi contado o peso de cada medalha, mas resolveram mudar: “não! Quem ganha é quem tem maior quantidade” – disseram. Mas no fim não teve como negar: a China atropelou todos, seja na quantidade ou no peso de cada medalha

Pois bem, agora a onda é dizer que um negro não é negro! – não, magina! Cê acha? Muito menos Barack. O Ku, digo, lider, da Klan [Thomas Robb] disse: “Obama se tornou o primeiro presidente mulato (first mulatto president) dos EUA” – viram!? Ele não é negro! De fato, vejam na foto ao lado que ele está bem branquinho. E continua: “vocês andam ouvindo por aí que ele é o primeiro presidente negro. Porém, tanto vocês quando eu, sabemos que ele é apenas meio negro (Obama is only half black)”. UhaHA Meio negro é engraçado! Isso me lembra a discussão, aqui no Brasil, sobre quota para negros e indígenas – afinal, o que determina a negritude, a ‘branquidade’, ou a ‘indigenanidade’ de alguém? “E além de ser, apenas, meio negro, ele não foi criando num ambiente negro (black environment.)”.

Barack

Puxa! Que sorte a do Osama, digo Obama, não? Escapou por pouco de ser criando num ambiente de obscuridade! AHUAHA. E tudo isso, graças ao pai, continua o Ku da Klan: “ele foi criado apenas pela sua mãe – Oh… pobrezinha… – por que seu pai negro (black father) fez o que é comum dentre os homens negros, os quais fazem piada sobre o assunto (there are jokes about it)”. ErRrRRr, ti contá esses rapazes negros hein? Que pessoas mais sem valor! – abandonar um filho? Os brancos têm de dizer umas verdades a eles. E prossegue: “seu pai abandonou tanto ele, quanto sua mãe; e Obama viu seu pai negro africano (black African father) apenas uma vez”.

Robb ainda por cima diz que ele, e o seu povo, não ficaram chocados com a vitória do mulatto: “isso nos chocou? Absolutamente não (shocking to us? Not at all!) – NaAAao, é claro que não!! Magina! É só entrar no blogue do Tommas para ver que ele nem ligou para o fato.

Não chocou de tal forma, que ele segue dizendo que o Barack – apenas – simboliza, nada mais que isso, magina, “o grande problema que está afetando nosso povo e nosa cultura” – só isso, mais nada!

Além disso, “toda vez que Obama aparecer na TV, será um lembrete que nosso povo perdeu poder neste país”.

Mas Robb não está preocupado – de fato não está, nem desesperado – nem mesmo com o anúncio que ele próprio fez a respeito de uma “guerra racial” (war race)

Por fim, ele diz para que (os brancos) não se desesperem e não s desencorajem: (So don’t despair! Don’t be discouraged!) – Ora, há alguém desesperado aqui? Penso que não… E roga que seu povo se una!

E evoca os poderes de Deus: “A Bíblia diz: “ Assim que meu julgamento estiver na terra, seus habitantes aprenderão a retidão (justiça)” "When my judgements are in the land the inhabitants of the earth will learn righteousness."

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Da Redação – estadao.com.br quinta-feira, 6 de novembro de 2008, 17:54

Ku Klux Klan é um termo usado para se referir a organizações nos EUA que defendiam a supremacia branca e promoviam o protestantismo. A Ku Klux Klan original foi fundada por ex-membros do Exército Confederado em 1866 e buscou devolver aos democratas o poder no sul do país.

Um segundo grupo, mais conservador, foi fundado perto de Atlanta em 1915. Baseava-se nas tradições e combatia a crescente entrada de católicos, judeus, negros, asiáticos e outros imigrantes nos EUA com uma série de atrocidades, como assassinatos e estupros.

Esse grupo racista teve grande projeção e chegou a ter 4 milhões de membros em seu auge nos anos 20. O nome Ku Klux Klan vem de Kyklos, palavra grega para círculo. Outra explicação, citada pelo escritor Arthur Conan Doyle, diz que se trata de uma onomatopéia de um fuzil sendo engatilhado.

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