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Archive for the ‘Novidades’ Category

“O que mais chamou a atenção foi o quanto é pedido para que as crianças fiquem quietas e, ao mesmo tempo, o quanto elas conseguem se movimentar, e o quanto criam suas linhas de fuga”,

Clique aqui para ler a matéria completa, sobre as conclusões dessa tese de doutorado

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Mas vem cá – vocês estão vendo alguma crise, rapazes!? Pois eu não! Onde está essa tal crise que não estou vendo!? Se houver algo semelhante a isso é culpa da mulher! AHaha É! Mulher que é cheia dessas coisas e acaba transmitindo para nós – homens. Mulher é que muda de humor em segundos e tal; todo mês a mulher tem a tal da TPM e tudo.

É isso memo – pro diabo!! Eu não to em crise! Quem disse que estou em crise? Nunca tive crise! AHUAHAHA

Tudo culpa das mulheres – mas daí dizer que nós, HOMENS, estamos em crise – principalmente os contemporâneos!? Ah, vagina! nem pêEeEEenis nisso! AHUaHUAH. Os homens modernos tudo bem – já são passado, estão lá nos livros de história. Mas os contemporâneos vão muito bem obrigado. Os pós-modernos (sabe lá Deus o que significa isso) estarão melhores ainda (afinal de contas farei parte deles – ou já faço parte deles? Ah, sei lá, essas nomenclaturas me deixam confuso – aposto que foi uma mulher que inventou!).

😉

Os homens estão tão bem que nem irei! Eu não! As mulheres é que precisam ir! Daí elas vão perceber que são culpadas pelo que acontece com os homens. Ah é!? Tá duvidando? Então va lá! Tope com um alcoolatra na rua – pergunta pra ele de  de quem é a cula! AHUAH – aposto que irá dizer que é de uma mulher!

Não percam!

Não percam!

Ademais – para eu não me alongarm muito: vide Pandora, Eva, Helena, as sereisa – tudo mulher, só desgraça! AHUahAHAHa

A Livraria Sobrado convida para a palestra “A Crise da Masculinidade Contemporânea”, ministrada por Francisco Maciel Silveira Filho.

Evento gratuito.
Confirmar presença pelo telefone: (11)5052.3540. Vagas limitadas.

Sobre a palestra:
Propor uma discussão relacionada à crise da masculinidade nos faz aventar, necessariamente, à hipótese da existência de uma crise, defendendo a idéia de que esta existe motivada por uma série de fatores que a desencadearam. E tamanha foi a violência e a amplitude do abismo de confusão e falta de identificações vivenciado por homens de diferentes gerações e culturas, que os tentáculos dessa crise se espalharam para além do ambiente dos consultórios, chegando aos bancos das Academias, que, de forma tardia, passaram a direcionar seus estudos para as questões masculinas, ampliando um universo de pesquisas cujo escopo tinha sido majoritariamente, até então, voltado às questões femininas, analisadas sob a óptica feminista.
O desconforto diante de mulheres cada vez mais complexas e diversas dos papéis com os quais se acostumaram a lidar cotidianamente, reforçou um medo masculino que passou a se traduzir em sinais incontestes de angústias, stress e indefinições insuportáveis. O tão famigerado medo da perda de posições e privilégios escancarou uma crise cujas raízes já estavam plantadas, mas cujas entranhas mantinham-se, até então, sob uma superfície de aparente conforto e contentamento. Pura ilusão.
É este novo homem, sua trajetória de erros e acertos, e suas possibilidades de futuro, que nos propomos a discutir neste encontro, sem que esqueçamos que uma nova identidade não eclode sem a co-participação de todos aqueles nos quais nos reconhecemos e configuramos.

Sobre a dinâmica:
Venham contribuir, com toda a sua experiência, tijolo a tijolo, com a construção de um homem que clama pela reinvenção. Esta empreitada está em nossas mãos. Surpresa!

Sobre o palestrante:
Francisco Maciel Silveira Filho é psicólogo clínico, com consultório na Vila Mariana, mestre pela USP e professor da Universidade Mackenzie com ampla experiência em relações de gênero (diferenças entre o universo masculino e feminino) e sexualidade humana.

Para mais informações, acesse o nosso site.
“Livraria Sobrado – Sempre um programa agradável !!”
Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo Tel. (11) 5052-3540

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O vírus (HIV) se tornou indetectável – mais de 20 meses depois do transplante – neste paciente soropositivo com leucemia depois de um transplante de medula óssea; um caso "interessante", mas "isolado", que não deve suscitar falsas esperanças, explicou nesta quarta-feira (12) um hospital de Berlim.

"Trata-se de um caso interessante para a pesquisa", declarou em comunicado o professor Rodolf Tauber. "Entretanto, dar esperanças às pessoas contaminadas pelo HIV não seria sério", ressaltou, mencionando um "caso isolado".

Soropositivo há dez anos, o paciente, um americano de 42 anos que vive em Berlim, teve que se submeter a um transplante de medula óssea para tratar uma leucemia detectada há três anos.

 

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Entre os doadores potenciais, se encontrava uma pessoa portadora de uma mutação genética já conhecida pelos cientistas, mas ainda inexplicada. Esta particularidade, uma mutação do receptor CCR5 do vírus, está presente em 1% a 3% da população européia e parece dar aos indíviduos portadores uma imunidade ao HIV.

A equipe do hematologista berlinense Eckhard Thiel escolheu este doador específico "com a esperança de que depois do transplante da medula óssea, o vírus do HIV também desapareceria".

O paciente, há anos sob tratamento anti-retroviral e que nunca desenvolveu a Aids, interrompeu seu tratamento no momento do transplante, para evitar que os medicamentos provocassem uma rejeição.

"Normalmente, a interrupção dos anti-retrovirais provoca o desenvolvimento da Aids em algumas semanas. Mas até hoje, mais de 20 meses depois do transplante, o HIV continua indetectável neste paciente", afirmou nesta quarta-feira a equipe de Thiel.

"Este procedimento não é adequado ao tratamento de pacientes portadores do HIV, nem hoje nem num futuro próximo", alertou o médico Gero Hütter, um membro da equipe berlinense, durante uma entrevista coletiva.

 

Fonte: G1

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Porque – de fato – vale a pena.

Querido diário: hoje fui na Festa do Livro, foi muito legal e …. AHUaH – to brincando…

A Festa estava cheia! – odeio isso: a maior disputa para conseguir os objetos de desejo. Fiquei o maior tempão esperando “O Idiota” aparecer. E eu não podia chegar em casa sem “Os Demônios” – não podia, de jeito nenhum! Então me agarrei ao “Fausto” e comecei a namorar “Niétotchka Niezvânova” – o nome é feio, mas o conteúdo, meu amigo… hehe.

Confira o horário de funcionamento, bem como, a lista de editoras, aqui

Mas “Os Demônios” não saia de minha cabeça – fiquei impaciente (enfurecido) e comecei a desejar “A Morte de Ivan Ilitch” – mas desejei com fundo mesmo, com todo meu ser! Fiquei chateado em pensar que não encontraria “O Grande Inquisitor”… Então não pensei duas vezes: abracei “Os Irmãos Karamazov” – mas abracei com força – e não larguei mais: os dois, de uma vez só, por 50 reais!? Imagine!

Mas “ O Idiota” não vinha… “está chegando, tá chegando”, diziam. E isso fez com que eu ficasse carente, e todos os outros já não faziam mais sentido. Então saí à procurar “ANNA KARENINA” (“Niétotchka” – ficou com ciúme e, juntamente com “A Dama do Cachorrinho…” fizeram o maior escândalo. Mas eu conversei com ela, e ficou tudo bem (mulher é assim: é só tomar “A teoria do Romance”, que se sabe como lidar) . E “A dama do cachorrinho…”!? – ah… essa aí deixei de lado: eu a pego na próxima vez… HehEhe). Resolvido os conflitos corri atrás da “Anna Karenina” – Oh… E nada de encontrá-la… Tentei pegar “O Caminho de Swann” – e quem sabe, apartir dele, eu alcançaria ela!? Oh, doce “Ilusões perdidas” – ficaram todos para trás… Uma lástima!

Ah, mas parei de lamentar… Ora! O que adianta ficar “Em busca do tempo perdido”? – pois é: nada! Então pensei: “ deixo esses para depois; vou voltar na 34, e não saio de lá sem ‘O Idiota’” – eu ia fazer o maior escândalo – porque eu já estava com “Os Demônios”!! – afinal de contas, aqueles livros eram o sonho de “Minha Vida” (Tchekhov! – dei um espirro!), em seguida pisei no pé de uma mulher, não deu outra: “Crime e Castigo” – ela ficou brava, mas lembrei que já tinha, pedi desculpas, e deixei pra lá.

Por fim, depois de passar pela “Duas Cidades” cheguei na “34” – e adivinhe quem estava lá a me esperar!? Isso mesmo: “O Idiota”, e acompanhado por “Um Jogador” – mas o último… bom, ele é meio perigoso, então o evitei – deixei de canto…

Bom, somando tudo foi uma maravilha – mas a brincadeira foi cara… Fiquei devendo até minha alma (o pior é que ela não vale muita coisa…). E para se perder naquele mar de volúpia é fácil: cheque pré, détito automático (Visa e MasterCard) – dá até para parcelar! (bom, sozinho você não sai da Festa – eu graranto!)  Pois é, mais um “Fausto, uma tragédia” financeira – e só de pensar que essa foi, apenas, a primeira parte… Mas amanhã terei a “Segunda parte da tragédia”, mas não tenha dúvidas – nem que seja a última coisa que eu faça! E é tudo culpa (influência) daquele “Um Jogador” de uma figa. Ah, meu amigo, mas amanhã… Ah! amanha eu volto lá e pego ele – ah se não pego – daí vai ter “Assassinato e outras histórias” na certa – pode escrever! E eu saio (de lá) com a “AnnA KareNinina”, em meus braços – má nem que seja arrastando pelas orelhas!

Cheguei em casa um caco, o maior trânsito, o maior peso – foi uma verdadeira odisséia! Tomei banho, mas quando fui dormir… “Niétchka” me pegou de jeito… Tentei resistir – JURU. Mas a olhei, ela estava daquele jeito – não pensei duas vezes: a despi e mandei brasa – pelo nome você não dá nada, mas – meu amigo!!! – ao pegar na sua lombada, tão delicada, deitar suas costas na mesa e abrir suas partes íntimas… Nossa!!! Que volume! – estou zonzo até agora!

Bom, mas não vejo a hora de chegar amanhã: espero ainda ter crédito (e quem sabe um paitrocínio), porque hoje eu deixei até minhas cueca por lá (sic) – na verdade não deixei, bem que tentei, mas ela estava furada, daí o rapaz não gostou. Bom, espero em Deus, que amanhã seja “A divina Comédia”, espero que ainda tenha, né? e tudo dará certo! Bom, isso se “O diabo e outras histórias” não atormentar minha cabeça…

Boa noite, já que a minha será maravilhosa – porque a famigerada “Niétochka” fez referência à “Mulher abandonada”, e “Os Irmãos…” está, juntamente com “Fausto”, louco para entrar na brincadeira – au, au, au: vai rolar o bacanal, AHuaHAHa

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ele [Gruel] me mostrou um promo com cinco minutos do filme. Achei muito legal;[Letícia Sabatella] Desabrocha por inteiro em Romance; o que leva um diretor de comédia a mudar o tom?

Veja mais sobre o filme e sobre o diretor clicando aqui

Guel Arraes
por Luiz Carlos Merten – 11:33:15.

Fernando Meirelles já me havia falado maravilhas de Romance, o novo filme de Guel Arraes, que vai ser distribuído pela Buena Vista. É curioso que ele tenha me falado bem do Guel um ou dois dias de o Babenco (Hector) me dizer que adorava Lisbela e o Prisioneiro. Fui ontem ao Rio para entrevistar o Guel. O assunto não era Romance, mas ele me mostrou um promo com cinco minutos do filme. Achei muito legal. Guel fez o seu Tristão e Isolda. O filme conta a história de um casal de artistas, ele, diretor, ela atriz. Separam-se, ela vira estrela de TV, mas o convida para dirigí-la numa adaptação de Tristão e Isolda. Os dois vão levar o projeto aos patrocinadores. Todo mundo é contra. Imaginem – uma história depressiva, em que os amantes morrem no fim. Que espectador vai querer ver isso? É a pergunta que os protagonistas ouvem o tempo todo. É arriscado, senão impossível, avaliar um filme por meio de um promo de cinco minutros, mas o material é forte. Promete. Wagner Moura e Letícia Sabatella fazem os amantes. Andréa Beltrão e Wladimir Brichta formam o outro casal. Letícia era meio tati-bitati na TV, uma mulher-criança. Fez aquela freirinha chata na novela do Manoel Carlos (vi só alguns capítulos, mas não gostava nem um pouco). É preciso começar a vê-la com outros olhos. Letícia já está bem em Não por Acaso, mais mulher. Desabrocha por inteiro em Romance. Guel fez algum teatro, mas é homem de TV e cinema. Ele próprio brinca – diz que é cult na TV e comercial no cinema (pelo menos é o que dizem os críticos). Pedro Cardoso, depois de ver Romance, disse a Guel que, de todos os diretores de sua geração, foi ele que fez o mais belo tributo do cinema brasileiro ao teatro. Isso só aumentou minha vontade de ver Romance. A estréia deve ser somente depois do Festival do Rio. Comédia da Vida Privada, Auto da Compadecida, Lisbela – o que leva um diretor de comédia a mudar o tom? Guel me deu a resposta mais inesperada do mundo – diz que Romance tem mais a cara dele, enquanto homem, que é deprimido, coisa e tal. E o humor, perguntei? É uma técnica que aprendi, respondeu. Romance tem alguns alívios cômicos, mas é um drama soturno. Conversamos sobre Tristão e Isolda e eu falei no filme do Chabrol, Os Primos. Guel conhece Nas Garras do Vício (Le Beau Serge), o primeireo longa do diretor, mas não o segundo. Os Primos, de 1958/59, no alvorecer da nouvelle vague, é o Tristão e Isolda de Chabrol, com direito a música de Wagner e tudo. Guel ficou curiosíssimo. Diz que vai atrás. Não interessa mais como material de pesquisa, mas ele quer ver como Chabrol tratou o assunto. Ah, sim – Jean-Claude Brialy, que morreu há duas semanas, é o protagonsta, com Gérard Blain. A mulher, a Isolda, é Juliette Mayniel, que não fez carreira no cinema. Tinha belos olhos claros, imagino que verdes. Na suntuosa fotografia em preto-e-branco de Chabrol, assim me pareceram.

16.06.07

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Linda, talentosa e carismática, Letícia Sabatella tornou-se um sucesso tão logo foi
apresentada ao público em sua estréia na novela “O Dono do Mundo”, da TV Globo, em
1991. Até então, ela havia feito apenas uma participação na TV, a convite do diretor
Luiz Fernando Carvalho, na Terça Nobre. A partir daí, a atriz mineira, criada em
Curitiba, acumulou participações em produções da TV (“Agosto”, “JK”, “Páginas da
Vida”, “O Clone”) e no teatro.
A estréia no cinema aconteceu em 1997, com “Decisão”, de Leila Hipólito, e foi
seguida de “Bella Donna” (1998), dirigido por Fábio Barreto.

Filmografia:
1. Não Por Acaso (2007)
2. Vestido de Noiva (2006)
3. O Xangô de Baker Street (2004)
4. Durval Discos (2002)
5. O Tronco (1999)
6. Bela Donna (1998)
7. Decisão (1997)

ENTREVISTA COM LETÍCIA SABATELLA

1 – Você já tinha vivido a Isolda no teatro?
LS – Nunca, embora já conhecesse a sua história e, principalmente, a ópera de Wagner.

2 – Como recebeu o convite para viver a Ana em “Romance”?
LS – Guel é um diretor que tem uma linguagem muito própria. Ele veio com essa idéia
de experimentar contar a história do amor romântico e deste triângulo amoroso. Já tinha
muita vontade de trabalhar com ele.

3 – E como foi a parceria com o Wagner Moura?
LS – Foi maravilhosa. Ele muitas vezes foi o meu apoio porque o Guel tem um jeito de
filmar que é bastante criativo e cartesiano ao mesmo tempo.
Então, às vezes é difícil você se encaixar dentro do que ele imaginou. Nessas horas,
Wagner me ajudou muito.

4 – Ajuda ou dificulta o fato de viver uma personagem que tem a sua profissão?
LS – Foi um desafio, um processo de crescimento. A história brinca com a mistura de
sentimentos entre atores e personagens e isso acontece de verdade. Ao você achar o
outro personagem bonito, você usa a sua sensibilidade e enxerga também a beleza do
ator que está ali como seu companheiro de cena.

5 – Você é conhecida pelo cuidado em se preservar. Sentiu dificuldade nas cenas de
amor?

LS – Foi tão marcada, tão desenhada. Guel é muito delicado e também tem pudor em
relação à exposição excessiva. Como eu, não queria nada gratuito.

(Veja o Manifesto Contra a Nudez, do ator Pedro Cardoso (o Agostinho, da Grande Família))

Fonte: Site do Filme

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Em seu novo filme, “Romance”, o diretor Guel Arraes (“O Auto da Compadecida”, “Lisbela e o Prisioneiro”) faz um ensaio sobre a representação dramatúrgica do amor, recheado de ironias aos cacoetes da TV e do cinema brasileiros.

Na primeira exibição pública do longa, anteontem, no Festival do Rio, a platéia riu mais do que o diretor gostaria. Antes da sessão, Arraes apresentara o filme como um romance com pitadas de comédia, distinguindo-o de seus trabalhos anteriores, que são comédias com pitadas de romance. “Se vocês rirem muito, vou ficar bastante preocupado”, disse

Letícia Sabatella durante filmagem de “Romance”, de Guel Arraes, em São Paulo

Recente pesquisa Datafolha encomendada pelo Sindicato dos Distribuidores para mapear os hábitos de consumo de cinema no país identificou que comédia é o gênero preferido do espectador quando se trata de filmes nacionais.

Sabatella

Não-atores

A platéia que lotou o Cine Palácio, no centro do Rio, para ver “Romance”, riu ruidosamente de personagens como Orlando (Vladimir Brichta). Ele é um ator que ambiciona um papel num especial de TV a ser rodado no Nordeste, mas descobre que os testes serão restritos a não-atores da região –expediente que é voga no cinema nacional recente.

“Passei anos da minha vida me formando como ator e vou perder a melhor chance que tive até agora porque sou ator”, conclui Orlando, que decide, então, fingir-se de sertanejo, para se submeter ao teste.

A escalação de Orlando para o papel termina acrescentando mais um vértice à relação do casal de protagonistas, formado pela atriz Ana (Letícia Sabatella) e pelo ator e diretor Pedro (Wagner Moura). Os dois se apaixonam durante uma montagem teatral de “Tristão e Isolda”, matriz das narrativas do amor romântico.

O desempenho de Ana na peça chama a atenção de Danilo, diretor geral de uma emissora de TV cuja logomarca é prateada e esférica. Danilo é interpretado por José Wilker, com entonação, gestual e tiradas sarcásticas que remetem ao diretor Daniel Filho.

Alçada ao estrelato na novela, Ana vê sua relação com Pedro entrar em crise. Ele despreza a audiência de TV. Prefere a atenção atenta do restrito público de teatro a um espectador “que está me vendo por acaso, entre dois anúncios de detergente”.

É uma escolha que a pragmática produtora Fernanda, vivida por uma Andréa Beltrão decalcada de Paula Lavigne, que produziu “Romance”, é incapaz de compreender.

“Por que representar para 300 pessoas, se você pode representar para 30 milhões?” é uma das falas de Fernanda.

O roteiro de “Romance” foi escrito por Arraes, diretor de núcleo na Globo ao qual pertencem produções como “A Grande Família”, e por Jorge Furtado (“O Homem que Copiava”, “Saneamento Básico”), que também realiza trabalhos para a emissora. O título tem co-produção da Globo Filmes.

De Glauber a Manga

Resumindo sua trajetória profissional, anteontem, Arraes disse que, “em meados dos anos 70, queria fazer cinema como Glauber Rocha” e que, no início de sua “vida profissional na TV Globo”, inspirado pelas chanchadas, “queria fazer comédia como Carlos Manga”.

“Romance”, segundo o diretor, filia-se “a uma terceira linha de cinema, que corresponde à nouvelle vague, na França, e, no Brasil, aos filmes de Domingos de Oliveira”.

“Romance” estréia em 14/11, em aproximadamente 70 salas, segundo o distribuidor Rodrigo Saturnino Braga (Columbia). Antes, tem exibição na Mostra de São Paulo.

Fonte: Folha Ilustrada.

Por: SILVANA ARANTES Enviada especial da Folha de S.Paulo ao Rio

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