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Crianças que tem contato com brinquedos e jogos educativos se desenvolvem melhor. A constatação é de um estudo de caso realizado no Instituto de Psicologia (IP) da USP pela professora e psicóloga Paula de Souza Birchal.

“O incentivo à exploração lúdica é enriquecedor para diversos aspectos da formação como a criatividade e comunicação. Não fazê-lo é privar a criança de um crescimento realmente completo”… Porque,  “Quando o bebê aperta, morde, senta, joga, enfim, explora o brinquedo, desencadeia nele o prazer de estar com aquele objeto. Essas novas sensações e experiências são fundamentais para seu desenvolvimento”

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Entretanto, nada pode ser mais saudável para uma criança do que amor, atenção e carinho.

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“O que mais chamou a atenção foi o quanto é pedido para que as crianças fiquem quietas e, ao mesmo tempo, o quanto elas conseguem se movimentar, e o quanto criam suas linhas de fuga”,

Clique aqui para ler a matéria completa, sobre as conclusões dessa tese de doutorado

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Família retrata jovem que foge de casa como “filho problema”

Por Felipe Maeda Camargo – felipe.maeda.camargo@usp.br
Publicado em 11/janeiro/2011

É impressionante o estrago que muitos pais causam ‘na cabeça’ dos filhos (e vice versa). Não sei de quem tenho mais ‘dó’… Sartre sintetiza o tema muito bem em uma única frase: Família é como varíola, temos apenas uma vez na infância, e carregamos as consequências pelo resto de nossas vidas.

Grande parte das crianças e adolescentes que desaparecem porque fugiram de suas casas são retratadas pelos seus familiares como “filhos problema”, que sempre deram trabalho e que costumam mentir. Essa foi uma das constatações da psicanalista Claudia Figaro Garcia em sua tese de doutorado pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP. A partir da criação de uma metodologia de atendimento clínico voltado às famílias de crianças e adolescentes desaparecidos na cidade de São Paulo, ela levantou algumas hipóteses sobre as possíveis causas desse tipo de desaparecimento.

Uma das possíveis causas da fuga é a recorrência da ideia de ‘filho problema’

A ideia de “filho problema” ou “filho incômodo” entre os pais surgiu porque eles acham que seus filhos mentem, não obedecem as regras familiares, apresentam problemas escolares, querem ser menos controlados e ter mais liberdade. Uma das hipóteses levantadas por Claudia é que, pela criança ou adolescente serem retratados várias vezes como um filho problema, ele acaba fugindo. “Ele acha que com a fuga livraria seus pais do ‘problema’”, diz a psicanalista, “ou assumem essa posição, marcando um lugar no desejo dos pais, nem que seja a do ‘filho problema’ ”.

Em outra hipótese, a psicanalista considera que, “ao fugir de casa, o jovem está mostrando algo aos pais que não conseguiu ser expresso em palavras, algum conflito relacional ou até com questões do próprio corpo ou da sexualidade”.

No panorama geral, Claudia verificou que quase metade dos desaparecidos já tinham saído de seus lares anteriormente . A psicanalista acrescenta que a grande maioria dos desaparecidos são adolescentes. Além dos conflitos familiares, a violência doméstica apareceu com mais frequência no histórico familiar.

Um aspecto que lhe chamou a atenção foi que em alguns casos o desaparecido ficava ausente no discurso da família. “Os pais acabam falando de outros assuntos, como brigas entre a o marido e a esposa, ou problemas com outros filhos “, comenta Claudia.

Caminho de Volta
O estudo de Claudia, defendido no mês de julho do ano passado, está integrado ao Projeto Caminho de Volta, iniciativa do Departamento de Medicina Legal da FMUSP que dá suporte aos familiares de crianças e adolescentes desaparecidos. O Projeto surgiu em 2004 e desde então Claudia é responsável pela equipe de psicólogos que atende as famílias. Sua tese retratou a construção multidisciplinar desse projeto e a inserção da psicanálise por meio da construção de uma metodologia clínica de atendimento para as famílias, que é feita dentro da 2ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade de São Paulo.

Além dos atendimentos clínicos, o Caminho de Volta envolve recursos da Biologia Molecular, Genética e Informática Médica pois possui Bancos de DNA e de Dados que auxiliam na identificação do desaparecido quando encontrado.

As famílias participam gratuitamente e voluntariamente do projeto desde que tenham aberto um boletim de ocorrência do desaparecimento. Na delegacia, são entrevistadas por um investigador de polícia que as convida a conhecer o Caminho de Volta. Na própria delegacia um psicólogo voluntário explica as etapas pelas quais a família irá passar se concordarem em participar do projeto, por meio da assinatura de um termo de consentimento. Os familiares doam uma gota de sangue e um pouco de saliva que serão armazenadas no banco de DNA.

Na entrevista com o psicólogo, os familiares preenchem um questionário estruturado a partir das perguntas sobre a história familiar, do desaparecido e do desaparecimento. Isso permite que os psicólogos elaborem hipóteses para o ocorrido.

O serviço já atendeu 750 famílias. Para sua pesquisa, Claudia atendeu pessoalmente 16 famílias. O Caminho de Volta atua em convênio com a Secretaria de Segurança Pública na cidade de São Paulo, em mais oito cidades do estado de São Paulo e em Curitiba, Paraná. A psicanalista enfatiza a importância da iniciativa: “O Projeto é inédito no mundo, pelo menos na forma como atuamos. Em nenhum lugar há um serviço para crianças e adolescentes desaparecidos que alia o Governo, a universidade em suas diferentes tantas áreas de estudo e que ainda é gratuito”.

Mais informações: email figarcia@usp.br

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